Verificador de fingerprint
Veja agora, neste navegador, o que você entrega para qualquer site que você abre — e onde os sinais se contradizem.
Os testes desta página são executados na sua aba, com JavaScript. Nenhum dos valores que aparecem aqui é enviado, gravado ou registrado nos nossos servidores. Não há cadastro, não há cookie de rastreio e não existe histórico de teste do seu lado nem do nosso — recarregou, começou do zero.
Uma exceção honesta: o seu IP público não é algo que a página envia — é a própria conexão. Qualquer servidor do mundo já o enxerga no instante em que a página carrega. O que importa é o que acontece depois: cidade, operadora e tipo de rede são resolvidos contra bancos de dados que ficam no disco do nosso servidor. Nenhuma consulta sai daqui, o seu endereço não é entregue a terceiro nenhum, não vai para log, não é gravado e não vira métrica.
O que é um fingerprint de navegador
Fingerprint é o conjunto de características que o seu navegador entrega a qualquer site, sem pedir permissão e sem aparecer em lugar nenhum da interface. Nenhuma delas identifica você sozinha: existem milhões de pessoas com a mesma resolução de tela, e milhões com o mesmo idioma. O problema é a combinação. Resolução, fuso horário, lista de fontes, modelo da placa de vídeo, quantidade de núcleos e mais duas dúzias de detalhes formam um conjunto que, na prática, se repete pouquíssimo — e é isso que permite reconhecer o mesmo visitante em contas diferentes, em sessões diferentes, mesmo depois de limpar cookies.
A leitura acima aconteceu no seu navegador, agora. Se você abrir esta mesma página em outro perfil, em outra janela anônima ou depois de trocar de proxy, e os valores continuarem os mesmos, é exatamente isso que o site do outro lado também vai ver.
Por que a contradição importa mais que o valor
Ter um fingerprint incomum não derruba conta. O que derruba é incoerência. Um sistema antifraude não precisa provar quem você é; basta encontrar dois sinais que deveriam concordar e não concordam. Quando o user agent diz Windows e o driver de vídeo entrega uma string de Linux, não existe explicação inocente — nenhum computador do mundo está nesse estado por acidente.
É por isso que a ferramenta acima não se limita a listar valores. Ela cruza os que precisam bater entre si:
navigator.platform,navigator.userAgentDatae a string do user agent, que saem do mesmo navegador e sempre contam a mesma história num sistema real;- o renderer do WebGL contra o sistema declarado — driver é a parte mais difícil de falsificar de forma convincente;
- as fontes instaladas contra o sistema declarado, porque cada sistema traz o seu conjunto próprio de fábrica;
- o fuso horário e o idioma contra o país por onde a sua conexão sai;
- o user agent de celular contra a existência de pontos de toque, que é o erro clássico de quem trocou só a string.
Canvas e WebGL
O teste de canvas manda o navegador desenhar a mesma figura e devolve a imagem em bytes. O resultado varia de máquina para máquina por causa de anti-aliasing, versão do driver e fontes disponíveis — duas máquinas idênticas no papel produzem imagens diferentes. O hash que aparece acima é o resumo dessa imagem.
O WebGL vai além e entrega o nome comercial da sua placa de vídeo através da extensão WEBGL_debug_renderer_info. É um dos identificadores mais estáveis que existem, porque acompanha o hardware e não a sessão. Bloquear os dois é possível, mas bloquear também é um sinal: navegador que se recusa a desenhar é minoria, e minoria é fácil de agrupar. Há um artigo com o detalhe completo em canvas e WebGL como impressão digital.
A camada que esta página não consegue ler: JA3 e JA4
Existe um sinal que nenhuma ferramenta de navegador consegue mostrar honestamente, e é justamente o que mais derruba operação bem montada: a impressão digital do handshake TLS.
Quando o seu navegador abre uma conexão HTTPS, a primeira coisa que ele envia é o ClientHello — um pacote que declara quais versões de TLS ele aceita, quais cifras, em que ordem, quais extensões, quais curvas elípticas. Cada cliente monta esse pacote do seu jeito. O JA3 e o JA4 são resumos desse pacote, e funcionam como assinatura do programa que está falando, não do usuário.
Esse pacote é lido pelo servidor, não pela página. O JavaScript roda depois, muito depois, e nenhuma API de navegador expõe o que foi negociado. Quer dizer: não existe forma de medir o seu próprio JA3 a partir de uma página web. Um site que exiba "seu JA3" ou está medindo do lado dele, na própria borda, ou está escrevendo um número qualquer na tela. Nós não escrevemos.
O caminho honesto é o cliente TLS negociar exatamente como o Chrome negocia — mesma ordem de cifras, mesmas extensões, mesmo comportamento de GREASE. Como isso funciona por dentro está em JA3 e JA4 explicados.
O que fazer com o resultado
Se a página apontou contradições, comece pelas de severidade alta: são as que um sistema de detecção enxerga sem esforço nenhum. Coerência entre sistema declarado, driver, fontes e fuso vale mais do que qualquer tentativa de ficar único ou invisível.
Se não apontou nada, ótimo — mas lembre que esta página só mede o que o JavaScript alcança. A camada de TLS, o comportamento do HTTP/2 e a reputação do bloco de IP continuam fora do alcance de qualquer teste feito no navegador. Vale ler por que contas caem para o quadro inteiro, e por que trocar o user agent não basta se você chegou aqui achando que trocar a string resolvia.
Sobre quem fez esta ferramenta
O AlterAntiX é um navegador anti-detect para desktop: perfis isolados, cada um com o seu conjunto coerente de sinais — inclusive a camada de TLS, que é onde a maioria escorrega. A versão gratuita não pede cartão.