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Teste de vazamento de WebRTC

O WebRTC pode entregar o seu endereço real por fora do proxy, sem passar pela conexão do navegador. Veja o que ele está entregando agora.

Tudo isto roda dentro do seu navegador

Os testes desta página são executados na sua aba, com JavaScript. Nenhum dos valores que aparecem aqui é enviado, gravado ou registrado nos nossos servidores. Não há cadastro, não há cookie de rastreio e não existe histórico de teste do seu lado nem do nosso — recarregou, começou do zero.

Uma exceção honesta: o seu IP público não é algo que a página envia — é a própria conexão. Qualquer servidor do mundo já o enxerga no instante em que a página carrega. O que importa é o que acontece depois: cidade, operadora e tipo de rede são resolvidos contra bancos de dados que ficam no disco do nosso servidor. Nenhuma consulta sai daqui, o seu endereço não é entregue a terceiro nenhum, não vai para log, não é gravado e não vira métrica.

Lendo os sinais…

O que o WebRTC entrega

O WebRTC é a tecnologia que permite chamada de voz e vídeo direto no navegador, sem instalar nada. Para que duas máquinas conversem diretamente, cada uma precisa descobrir por quais endereços pode ser alcançada. Esse levantamento se chama coleta de ICE candidates, e é ele que aparece na tabela acima.

O detalhe que interessa: essa coleta não passa pela conexão HTTP do navegador. Ela usa UDP, conversa direto com a rede e é iniciada por qualquer página, com poucas linhas de JavaScript — sem permissão, sem aviso e sem pedir acesso à câmera ou ao microfone.

Por que isso quebra proxy e VPN

A maioria dos proxies configurados no navegador cobre apenas HTTP e HTTPS. O tráfego UDP do WebRTC sai por outro caminho: a placa de rede, direto. O resultado é que o site vê dois endereços — o de saída do proxy, na conexão normal, e o endereço real, entregue pelo WebRTC. Não é preciso quebrar nada; basta comparar os dois.

É essa divergência que denuncia
Um endereço público vazando pelo WebRTC não é ruim por ser público. É ruim por ser diferente do endereço por onde a navegação sai. Um endereço só entrega o local; dois endereços entregam a intenção de esconder o local.

VPN de sistema costuma se sair melhor do que proxy de navegador, porque captura todo o tráfego da máquina, inclusive o UDP. Mesmo assim, vale testar: configuração parcial e vazamento por interface secundária são comuns. A diferença entre as abordagens está em anti-detect, VPN e navegação anônima.

Como ler os tipos de candidato

  • host — endereço da própria máquina. Nos navegadores modernos ele normalmente vem substituído por um nome terminado em .local, gerado aleatoriamente (mDNS). Isso é proteção, não vazamento.
  • srflx — o endereço como um servidor de fora enxerga você. É aqui que o IP público aparece, e por isso só surge quando existe um servidor STUN na jogada.
  • relay — endereço de um servidor TURN intermediário. Aparece pouco em navegação comum.
  • prflx — descoberto no meio da negociação entre os dois lados.

Se você vir apenas nomes .local, o seu navegador está fazendo o certo: ele esconde o endereço da rede interna atrás de um identificador aleatório que muda por origem. Se vir endereços como 192.168.x.x ou 10.x.x.x em texto puro, a proteção de mDNS não está ativa, e a topologia da sua rede local está exposta.

Como tratar o vazamento

Existem cinco tratamentos possíveis, e eles não são intercambiáveis:

  • Bloquear — nenhum candidato é levantado. Elimina o vazamento, mas quebra qualquer chamada de voz ou vídeo, e a ausência total de WebRTC num navegador que se diz Chrome é ela mesma uma anomalia.
  • Forjar — o navegador entrega um endereço sintético coerente com o proxy. Preserva a funcionalidade e não gera divergência, desde que o endereço forjado combine com o de saída.
  • Deixar passar — só é correto quando o proxy realmente carrega UDP.
  • Encaminhar — roteia o tráfego do WebRTC pelo mesmo caminho da navegação.
  • Desligar UDP — força o WebRTC a usar TCP, que passa pelo proxy.

Extensão que promete "desativar WebRTC" costuma cair no primeiro caso, e sem avisar do efeito colateral. Já a coerência entre o endereço forjado e o de saída é o único caminho que passa nos dois testes ao mesmo tempo: não vaza e não parece bloqueado.

Depois de mudar a configuração, teste de novo
O único jeito de saber se o tratamento funcionou é rodar o teste completo com o proxy ativo e comparar o endereço do WebRTC com o IP de saída. Se forem iguais, está resolvido. Se forem diferentes, o vazamento continua — e vinha acontecendo em todos os sites visitados até agora.

Para o contexto completo, com o que fazer quando o vazamento já aconteceu, veja vazamento de WebRTC do começo ao fim e como testar se o seu navegador está vazando.

Sobre quem fez esta ferramenta

O AlterAntiX é um navegador anti-detect para desktop: perfis isolados, cada um com o seu conjunto coerente de sinais — inclusive a camada de TLS, que é onde a maioria escorrega. A versão gratuita não pede cartão.